20/02/2011 – 7º Domingo depois da Epifania (Festa de Batismo de Nosso Senhor)
São Mateus 5: 38-48

 

 

Meus irmãos e minhas irmãs o Santo Evangelho de hoje nos mostra uma continuação das leituras da semama que passou.

A lei disse: Olho por olho e dente por dente (Ex. 21:24; Lv. 24:20; Dt 19:21). Essa lei era um mandamento para punir e uma limitação na punição — a penalidade não pode exceder o crime. Porém, de acordo com o Antigo Testamento, a autoridade para a punição estava fundamentada na autoridade, não no indivíduo.

Jesus foi além da lei, a uma retidão mais elevada, abolindo totalmente aretaliação. Ele mostrou aos discípulos que, onde a retaliação era permitida legalmente, a não resistência era agora graciosamente possível. Jesus instruiu seus seguidores a não oferecer resistência ao perveso. Se alguém ferir na face direita, volta-lhe também a outra. Se lhes fosse exigido a túnica (roupa de baixo) era para cederem e darem também a capa (vestimenta externa noturna). Se um oficial os obrigasse a carregar sua bagagem uma milha, era para carregarem-na voluntariamente duas milhas.

O último madamento de Jesus neste parágrafo parece o mais prático para nós hoje. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. A obsessão com possessões e bens materiais nos faz recuar ao simples pensamento de darmos o que temos adquirido. Porém, se estivéssemos dispostos a nos concentrarmos nos tesouros do céu e a estarmos contentes apenas com o alimento e a roupa necessários, aceitaríamos essas palavras de forma literal e atenta. A afirmação de Jesus pressupõe que a pessoa que pede por auxílio tem uma necessidade genuína. Já que é impossível saber se a necessidade é legítima em todos os casos, é melhor (como alguém disse) “ajudar um bando de pedintes fraudulentos que arriscar a recusar ajuda a um homem em verddaeira necessidade”.

Humanamente falando, esse comportamento que o Senhor exige aqui é impossível. Somente uma pessoa controlada pelo Espírito santo pode viver de modo auto-sacrificial. Somente quando o cristão permite que o Salvador viva nele, o insulto (v. 39), a injustiça (v. 40), a inconveniência (v. 41) podem ser pagos com amor. Esse é o “evangelho da segunda milha”.

O último exemplo de Jesus concernente à mais alta retidão exigida no seu Reino é com referência ao tratamento aos inimigos, um tópico que emerge naturalmente do parágrafo anterior. A lei tinha ensinado aos israelitas a amar o próximo (Lv 19:18). Apesar de nunca receberem explicitamente ordens para odiar os seu inimigo, esse espírito reforçava seus ensinamentos. Essa atitude era um resumo da perspectiva do Antigo Testamento para com os que perseguiam o povo de Deus (cf. Sl 139:21-22). Era uma reta hostilidade direcionada contra os inimigos de Deus.

Mas agora Jesus anuncia que a nossa atitude deve ser: amai aos inimigos e orai pélos que vos perseguem. O fato de o amor er ordenado mostra que se trata de uma questão volitiva e não primeiramente emotiva. Não é o mesmo que as afeições naturais, porque não é natural amar os que maltartam e odeiam. É uma graça sobrenatural, e somente pode ser manifestada pelos que tem vida divina.
Não há recompensa se amardes os que vos amam. Jesus diz que até mesmo os publicanos fazem assim! Essa espécie de amor não requer nenhum poder divino. Tampouco há virtude se saudardes somente os vossos irmãos, por exemplo, parentes e amigos. Os descrentes podem fazer isso, o que não significa que sejam cristãos. Se nossos padrões não são mais altos que os do mundo, é obvio que nunca causaremos um impacto no mundo.

Jesus disse que seus seguidores deveriam retribuir o mau com o bem, afim de que podessemos ser filhos do Pai celeste. Ele não está querendo dizer que esse é o caminho para se tornar filho de Deus; pelo contrário, é para mostrarmos que somos filhos de Deus. Já que Deus não mostra parcialidade aos maus e bons (ambos se beneficiam do sol e da chuva), deveriamos agir com todos de forma graciosa e honesta.

Por fim Jesus encerra essa parte com a admoestação: Portnato, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. A palavra perfeito precisa ser entendida a luz do contexto. Não significa sem pecado ou impecável. Os versículos anteriores explicam que para ser perfeito, precisamos amar os que nos odeiam, orar pelos que nos perseguem e mostrar bondade tanto para com amigos como para os inimigos. Perfeição, aqui, é a maturidade espiritual que faz o cristão capaz de imitar Deus, ministrando bênçãos a todos sem parcialidade.

 

 

Paz e Bem

Sem. Bruno Leandro

 

Nestes últimos meses estive acompanhando alguns debates de altíssimo nível, diga-se de passagem, sobre a questão do batismo infantil (pedobatismo). Daí me senti na obrigação de expor as minhas impressões sobre o assunto em forma de postagens aqui no blog. Abaixo estão todos os links da série “O Batismo Infantil”:

1. O Batismo Infantil – Parte I: Introdução

2. O Batismo Infantil – Parte II: Igreja como uma instituição divina

3. O Batismo Infantil – Parte III: Quem faz parte da Igreja?

4. O Batismo Infantil – Parte IV: A Comunidade de Israel era a Igreja e vice-e-versa

5. O Batismo Infantil – Parte V: A Igreja do Novo Testamento é igual à Igreja do Antigo Testamento

6. O Batismo Infantil – Parte VI: As crianças eram membros da Igreja do Antigo Testamento

7. O Batismo Infantil – Parte VII: Não há nada que justifique a exclusão das crianças da membresia da Igreja

8. O Batismo Infantil – Parte VIII: As crianças necessitam e são capazes de receber os benefícios da redenção

Gostaria de encerrar esta série considerando um dos argumentos que os inimigos do pedobatismo usam para criticar esta doutrina bíblica. Eles alegam que somos “católicos” pelos simples fato de batizarmos crianças.

Ora, como eu sempre tenho dito, é preciso que tenhamo uma denifição bíblica do que seria a igreja. Definindo “igreja”, podemos avançar no nosso entendimento da prática pedobatista.

1. Defininção de Igreja para os Católicos

Para a Igreja Católica, A Igreja é o povo que Deus convoca e reúne de todos os confins da Terra, para constituir a assembleia daqueles que, pela fé e pelo Baptismo, se tornam filhos de Deus, membros de Cristo e templo do Espírito Santo. Os católicos acreditam que a única Igreja fundada e encabeçada por Jesus Cristo, como sociedade constituída e organizada no mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Papa. Segundo a Tradição católica, a verdadeira igreja se encontra na terra, somente. Não existe igreja no céu. “Igreja”, como conhecemos, é só aqui na terra. Então, tudo que é feito na igreja, tem resultados tão somente aqui na terra.

2. Defininção de Igreja para os Presbiterianos

Agora, veja o que diz a Confissão de Fé de Westminster, padrão doutrinário de todas as igrejas presbiterianas:

  • A Igreja Católica ou Universal, que é invisível, consta do número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, seu cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todas as coisas (cap. 25, parág. I).

Agora veja o que ela diz sobre a Igreja que está aqui na terra:

  • A Igreja Visível, que também é católica ou universal sob o Evangelho (não sendo restrita a uma nação, como antes sob a Lei) consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos; é o Reino do Senhor Jesus, a casa e família de Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação (cap. 25, parág. II).

Em outras palavras, a Igreja Visível é a igreja aqui na terra; a Igreja Invisível é a totalidade dos eleitos que já morreram, que vivem e que ainda serão convertidos.

3. E os Sacramentos?

Com isso em mente, as crianças são batizadas para se tornarem parte da igreja visível. Um indivíduo pode fazer parte da igreja invisível, sem ter participado da igreja visível (ver o caso do ladrão na cruz que se arrependeu sem ser batizado, e que por isso fez parte da igreja invisível, sem fazer parte da visível). Como também alguém pode fazer parte da igreja visível, sem fazer parte da invisível (ver Mt 7.22,23). Nem todos os que ouvem o Evangelho e pertencem à Igreja visível serão salvos, mas unicamente aqueles que são membros verdadeiros da Igreja invisível. Essa é a diferença entre nós e os católicos.

  • A esta Igreja Católica Visível Cristo deu o ministério, os oráculos e as ordenanças de Deus [Sacramentos do batismo e da Ceia], para congregamento e aperfeiçoamento dos santos nesta vida, até o fim do mundo, e pela sua própria presença e pelo seu Espírito, os torna eficazes para esse fim, segundo a sua promessa  (Confissão de Fé de Westminster, cap. 25, parág. III).

 

  • O Batismo não deve ser administrado aos que estão fora da Igreja Visível, e assim estranhos aos pactos da promessa, enquanto não professarem a sua fé em Cristo e obediência a Ele; porém as crianças, cujos pais, ou um só deles, professarem fé em Cristo e obediência a ele, estão, quanto a isto, dentro do pacto e devem se batizadas (Catecismo Maior de Westminster, perg. 166).

De acordo com o que vimos, o batismo é um ritual referente à igreja na terra (visível) e não à igreja como o corpo total dos eleitos (invisível). O Batismo não garante ninguém na igreja invisível, até porque não será o sacramento que salvará as crianças, mas simplesmente a obra de Cristo, que não leva em consideração a faixa etária! Quanto mais eu!!!

Ninguém pode afirmar que o batismo infantil dos presbiterianos garante a salvação das crianças, pois é um ritual de iniciação na Igreja Visível. Os pais dos filhos crentes crêem que seus filhos fazem parte da Igreja Invisível, e que por isso, merecem receber todos os benefícios da redenção de Cristo, caso contrário serão tidos por ímpios e estranhos à família de Deus.

Os batistas, e todos os antipedobatistas, demonstram que suas crianças não fazem parte da igreja visível, quando o próprio Deus demonstrou interesse em que todos fizessem parte da igreja aqui na terra. Ou você acha que Deus “aceita” alguém fora de sua comunhão aqui na terra só porque acredita que faz parte da igreja invisível? A recomendação da Bíblia é “não deixemos de congregar-nos…” (Hb 10.25).

 

 

FONTE: BLOG DOS ELEITOS

 

Pode-se dizer que as origens distantes desta peça está na idade em que o estilo ea maneira de vestir indicou a posição e status de uma pessoa.

Por volta do século VI o clero começou a se vestir de maneira especial no exterior do recinto da igreja. Desde o século XVI, a cor preta era o preferido pela igreja.

Em l884 um conselho realizado em Baltimore, chamou os sacerdotes usar o colarinho romano fora de suas casas. Hoje, vestida de católicos regular, anglicanos e luteranos, e são uma versão estilizada de um pano no pescoço usado por homens até o século XIX.

Acredita-se que ele nasceu como uma reação à moda roupas coloridas no final do século XVI. Os homens usavam um monte de seda e os líderes da igreja achavam que eles não eram adequados. O vestido era preto com uma coleira com guias de suspensão. O desaparecimento nasceu pescoço guias.

De acordo com o reverendo. Henry McCloud em seu livro vestes clericais e as insígnias da Igreja Católica Romana, o colarinho romano, “não era apenas o colarinho rebatido sobre o vestido normal de escritório de acordo com uma tendência que começou no final de século XVI. Quando os leigos começaram a dobrar o pescoço, os clérigos eram os mesmos. ” Mas os clérigos também levou a moda para enfeitar seu pescoço com o laço no pescoço bordados luxuosos e ornamentados, mas tornou mais difícil para limpá-los. Daí surgiu a capa personalizada com uma luva substituível branca para protegê-los da sujeira. O Papa Urbano VIII, em 1624, movido por um espírito de simplicidade e humildade, proibiu a rendas e bordados, mas não proibir a capa protetora. Assim surgiu, o que alguns chamam de “carícias”. McCloud conclui, “a estreita faixa de pano branco usado para proteger o pescoço com o passar dos séculos se tornou o que é agora o colarinho romano”. Assim, alguns acreditam que o colarinho branco é uma invenção romana, mas não há provas conclusivas de que.

Outros acreditam que o pescoço, como uma parte removível é uma invenção relativamente moderna e de acordo com o Glasgow Herald de 06 de dezembro, l894, Rev. originou. Dr. Donald McLeod em 1827 para o clero anglicano, foi então usada pela igreja do Movimento de Oxford (1833-1845). Segundo outros, acredita-se que John Wesley (1703-1991) e usou o colarinho clerical.

Esta informação nos leva a concluir que é prudente dizer que a partir do século XVII, desenvolveu uma maneira de vestir que os clérigos levou a “colarinho branco” diferente que conhecemos hoje.

 

 

FONTE: EPISCOPALES LATINOS

 

Todos são de comum acordo que as crianças precisam da “aspersão do sangue de Jesus Cristo” e da renovação do Espírito Santo a fim de receber sua salvação. Os reformadores e todos os calvinistas não crêem que essas bênçãos estejam vinculadas à ordenança do batismo. O recebimento do batismo não é necessária para a participação desses benefícios espirituais.

As crianças são salvas por Cristo, compradas pelo seu sangue e necessitadas da expiação e da regeneração. A Bíblia nos informa que não há outra maneira para um pecador receber a bênção da regeneração e ser salvo. Os infantes não recebem “condições especiais” para serem salvas por terem pouca idade.

A salvação das crianças pequenas não depende da fé dos pais, como alguns inimigos do pedobatismo afirmam. A fé dos pais não salva. É o sangue de Cristo que salva o pecador. E nesta condição, não há diferença entre adultos e crianças. Por mais que uma criança não tenha, ainda, exercido o mal proveniente do pecado, ela porta a semente do pecado deixado por seus pais Adão e Eva. Não é à toa que o salmista Davi reconhece que havia nascido em iniqüidade e que em pecado havia sido concebido, mesmo sem  ainda agir como tal (Sl 51.5).

Então, como se dá a salvação de um infante que nasce em iniqüidade e que em pecado foi concebido? Será que Deus passa por cima, ou faz vista grossa, e não vê a condição espiritual da criança? Alguém afirmou que Deus não leva em consideração o estado de pecado em que a criança se encontra; Ele simplesmente ignora o pecado e salva a criança por causa de sua condição de “inocência”. O problema desta declaração é que ela se encontra baseada na “emoção humana”, no coração emotivo do homem, e não nas Escrituras. Bom, pelo menos ninguém ainda se esforçou para provar biblicamente esta declaração!

No próximo, e último post da série, farei minhas considerações finais sobre a doutrina bíblica do pedobatismo.

 

 

FONTE: BLOG DOS ELEITOS

 

Charles Hodge já dizia: “O onus probandi repousa sobre aqueles que assumem a negativa sobre o pedobatismo”. Se os filhos pequenos de crentes devem ser privados de um direito nato do qual têm desfrutado desde quando houve igreja na terra, é preciso haver algum mandamento positivo para sua exclusão, ou alguma mudança clara revelada nas condições de membresia que façam tal exclusão necessária.

Cristo não deu nenhum mandamento para não considerar mais as crianças dos crentes como membros da igreja. Se as crianças eram membros da Igreja do Antigo Testamento, e as crianças devem ser excluídas da Igreja do Novo Testamento, é preciso que exista pelo menos um único versículo que afirme tal mudança de membresia para os pequeninos. Não somos nós, pedobatistas, que devemos provar a inclusão dos infantes na Igreja do Novo Testamento, mas são os inimigos desta doutrina que devem se esforçar para mostrar essa tal exclusão!

Os discípulos de Cristo, bem como os apóstolos, agiam com base num princípio a que estavam acostumados. Quando um pai aderia à congregação do Senhor no Antigo Testamento, ele conduzia consigo toda a sua família, incluíndo seus filhos menores. Quando, pois, os apóstolos batizavam o chefe de família, era natural que batizassem todos os outros membros da família, incluíndo as crianças. Isso se deve ao fato dos pais sempre ensinarem aos seus filhos os significados de suas práticas e rituais religiosos e, além disso, eram exortados a passarem essas informações às suas posteridades.

Encontramos  vários registros de batismos domésticos em Atos.

  • Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso (At 16.14,15).

 

  • Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus (At 16.29-33).

 

  • Batizei também a casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei algum outro (1Co 1.16).

Concordo com os antipedobatistas que esses textos não mostram batismos de infantes, mas eles não podem provar que não existiam crianças pequenas nestas famílias! Alguém pode afirmar que não existiam crianças nas famílias de Lídia, do carcereiro e de Estéfanas?

Note que os apóstolos sempre agiam com base no princípio veterotestamentário que diz que se o chefe da casa adota a religião dos hebreus, toda a sua casa (família) adota também. É bom lembrar também que a história da Igreja do Novo Testamento é muito breve. Isso é demonstrados nos poucos registros de batismos domésticos. O interesse do Novo Testamento não era registrar os batismos, mas registrar a evangelização dos discípulos de Cristo. No entanto, sabemos que os batismos sempre andavam juntos com a evangelização.

Jesus mesmo adimitiu que as crianças eram membros de seu reino celestial. Por que seriam excluídas de seu reino aqui na terra? Os próprios batistas, e inimigos do pedobatismo, afirmam que seus filhos são participantes do reino de Cristo! Eles mesmo afirmam que seus filhos vão para o céu! Ora, se as suas crianças participam das regalias espirituais, por que não podem participar da comunhão com Cristo em sua igreja terrena?

Não somos nós que devemos provar a inclusão dos infantes na Igreja, são os antipedobatistas que precisam “suar” para provar o contrário! No último post desta série abordaremos a necessidade das crianças e a capacidade que elas têm de receber os benefícios da redenção. Até mais.

 

FONTE: BLOG DOS ELEITOS

 

Em grego Ιωάννης ο Χρυσόστομος, (349, Antioquia da Síria, hoje Antakaya, no sul da Turquia – 14 de Setembro de 407) foi um teólogo e escritor cristão, Patriarca de Constantinopla no fim do século IV e início do V. Sua deposição em 404 produziu uma crise entre a Santa Sé e a Sé Patriarcal. Pela sua inflamada retórica, ficou conhecido como Crisóstomo (que em grego significa «boca de ouro»).
“Como verdadeiro pastor, tratava a todos com cordialidade, (…) em particular nutria uma ternura especial pela mulher e dedicava uma atenção particular ao matrimônio e à familia” e “convidava aos fiéis a participar na vida litúrgica, que fez esplêndida e atrativa com criatividade genial”. Mas “apesar de sua bondade (…) se viu envolto em freqüentes intrigas políticas, por suas contínuas relações com as autoridades e as instituições civis (…) e foi condenado ao exílio”.[1]
É considerado santo pelas Igrejas Ortodoxa e Romana; é, a par de Gregório de Nanzianzo, de Gregório de Nissa e de Basílio de Cesareia, um dos quatro grandes Padres da Igreja Oriental; é ainda um dos Doutores da Igreja Católica.

Natural de Antioquia, filho de uma família cristã, estudou, na sua cidade natal sob Libânio, filosofia e retórica. Com a idade de vinte e um anos, depois de estar três anos a colaborar com o bispo Melécio de Antioquia, e de ter recebido o baptismo, foi ordenado leitor. Contra a oposição familiar, viveu alguns anos como ermitão no deserto.
Ao longo deste tempo continuou o estudo das escrituras sagradas e, quando regressou a Antioquia foi ordenado Diácono por Melécio e Sacerdote pelo bispo Flaviano em 386. Acto contínuo, este último encarregou João Crisóstomo das pregações na principal igreja da cidade, cargo que desempenhou até 397. Este período de doze anos, foi o mais fecundo da sua vida e nele proferiu as sua homilias mais conhecidas e que, no século VI, lhe valeriam o qualificativo que passou a fazer parte inseparável do nome com que passou para a posteridade: crisóstomo, isto é, boca de ouro.
Os últimos anos de sua vida foram tumultuosos. Foi eleito bispo de Constantinopla em 397 e Teófilo de Alexandria foi, contra a vontade deste, obrigado a consagrá-lo bispo, coisa que não perdoaria jamais a João. Uma vez bispo, quis começar uma restauração eclesiástica na qual – quiçá por falta de habilidade – a sua boa, e decidida, vontade se deparou com os obstáculos existentes e com os muitos interesses de alguns privilegiados. Pouco a pouco entrou em conflito com parte do clero, e, pouco depois, com a imperatriz Eudoxia.
Nesta situação, Teófilo de Alexandria conseguiu reunir aquele que depois viria a ser chamado o Sínodo da Encina, perto de Calcedônia, onde, com acusações falsas, conseguiu que Crisóstomo fosse deposto e desterrado pelo Imperador. O povo de Constantinopla, em especial os mais desfavorecidos – por quem João tanto havia feito – amotinou-se e João, no dia seguinte ao da sua saída, voltou para a sua sé episcopal.
Contudo, poucos meses depois, a situação voltou a piorar e acabou por ser desterrado para a Armênia em 404, de onde, a pedido próprio – por causa do perigo que podia representar para a sua vida a inveja de seus inimigos face às multidões que a ele acudiam -, foi de novo desterrado para um lugar mais distante, na extremidade oriental do Mar Negro. A caminho deste seu último desterro, morreria no ano de 407. Os seus restos mortais foram levados para Constantinopla em 438, e o Imperador Teodósio II, filho de Eudoxia, pediu publicamente perdão em nome de seus pais.
Desde o dia 1 de maio de 1626 o seu corpo repousa na Basílica de São Pedro e, em 27 de novembro de 2004, o Papa João Paulo II doou parte das suas relíquias ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e, desta forma, tanto na Basílica Vaticana como na Igreja de São Jorge no Fanar é agora venerado este grande Padre da Igreja.

A obra teológica:A produção teológica de João Crisóstomo é extraordinariamente vasta e é composta fundamentalmente por sermões, ainda que contenha também alguns tratados de importância considerável e um significativo número de cartas.
De entre as suas homilias podem ser realçadas aquelas que versam quer sobre aspectos doutrinais, quer sobre questões polémicas: “Sobre a natureza incompreensível de Deus”, “As Catequeses baptismais”; “Homilias contra os judeus”, são algumas delas. Relevantes são, ainda, as suas homilias exegéticas, de entre as quais se deve salientar: “Sobre o Evangelho de Mateus” (num total de 90), “Sobre a Carta aos Romanos” (32); “Sobre o Evangelho de João”; “Sobre a Epístola aos Hebreus” (34) e as 55 homilias “Sobre o Livro dos Actos dos Apóstolos”, naquele que é o único comentário completo e exaustivo sobre este livro da Bíblia que a antiguidade cristã nos deixou. No que diz respeito aos “tratados”, devemos salientar: “Sobre o sacerdócio”; “Sobre a vida monástica”; “Sobre a virgindade”. As cartas são cerca de 250 e pertencem, todas elas, ao período do seu desterro.

Esboço de um pensamento: João Crisóstomo tem uma importância impar enquanto exegeta na medida em que ele é a norma teológica significativa da Escola de Antioquia. Não recusando as leituras alegóricas e místicas dos textos da Biblia, defendia que as mesmas só deveriam ser normativas quando os próprios autores das mesmas sugerissem, directa ou indirectamente, este significado mais profundo que, não obstante, ele reconhecia como sendo o mais autêntico.
A sua cristologia, com uma clara finalidade ortodoxa que o leva a evitar contendas, orbita sobre as afirmações inequívocas de que Jesus Cristo é simultaneamente verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem numa mesma pessoa. Acredita na, e defende a, presença real de Cristo na Eucaristia. Para João a figura de Maria é, igualmente, de grande importância: ela é a primeira dos que creram em Jesus e, assim, o deutero-modelo da vida cristã (sendo o modelo primeiro, primigénito e generativo o próprio Jesus Cristo). A atenção de João Crisóstomo para com os mais desfavorecidos é uma das suas mais relevantes características, a ponto de ter sido ele a celebrizar a expressão «o pobre é um “Alter Christus”». Para ele, de facto, oferecer atenção e dedicação a um pobre é dar ao próprio Cristo: «Não há diferença alguma em dar ao Senhor e dar ao pobre, pois Ele mesmo disse “quem dá a estes pequenos é a mim que dá.”» (“Sobre o Evangelho de Mateus”, LXXXVIII, 2-3)
Comentando os Atos dos Apóstolos, São João Crisóstomo propõe “o modelo da Igreja primitiva, como modelo da sociedade, desenvolvendo uma “utopia social”, a idéia de uma cidade ideal, tratando de dar uma alma e um rosto cristão à cidade. Em outras palavras, Crisóstomo entendeu que não era suficiente dar esmolas, ajudar aos pobres, caso a caso, mas que era necessário criar uma estrutura, um novo modelo de sociedade (…) baseada na visão do Novo Testamento. Por isso, podemos considerá-lo um dos grandes pais da Doutrina Social da Igreja.” [1]

As controvérsias com o judaísmo: João Crisóstomo – por causa de um conjunto de homílias que emitiu sobre a necessidade dos cristãos delimitarem o âmbito religioso da sua fé, face a um convívio social intenso com a comunidade judaica, que João via como extremamente benéfica e salutar, mas que a sua posteridade, ignorando este contexto, delas se serviu para o taxar de anti-judeu – ficou também célebre pelas suas posições face àquela que devia ser, em seu entendimento, a correcta relação dos cristãos com as comunidades judaicas. Este seu empenho está bem patente em alguns dos seus sermões. Num deles pode-se ler:
«Não vos deixem surpreender por eu ter chamado os Judeus de desastrosos. Porque eles são mesmo desastrosos e miseráveis. Aqueles que rejeitaram tão ferverosamente e recusaram as muitas boas coisas que o céu lhes colocou nas mãos. Eles conheceram os profetas desde a infância e crucificaram aquele que tinham profetizado. Aqueles que foram chamados a ser filhos desceram à raça de cães.»
«Animais sem entendimento, quando gozam de manjares que enchem e engordam, tornam-se mais difíceis e incontroláveis e não tolerarão uma canga ou rédeas, ou a mão do condutor. E o mesmo com a nação dos Judeus: porque eles se voltaram para o mal extremo, tornaram-se irrequietos e não aceitaram o jugo de Cristo nem serem colhidos pela ceifa dos seus ensinamentos.»
«Tais animais que não pensam são próprios para o abate, porque eles não são próprios para trabalhar. Os Judeus não têm experiência nisso: porque se mostraram inúteis para o trabalho, eles tornaram-se apropriados para serem mortos. Eu sei que muitas pessoas respeitam os Judeus e vêem a sua vida como honorável. Eu exorto-vos por isso a colher esse preconceito depravado pelas raízes. Já disse que a sinagoga não é melhor do que um teatro. Na verdade, a sinagoga não é apenas um bordel e um teatro, mas também um antro de ladrões e abrigo para selvagens. E não apenas para selvagens mas mesmo para selvagens impuros.»
Após a sua morte em 407, os seus oito sermãos acerca dos judeus circularam por toda a Igreja e foram traduzidos, entre outras línguas, para latim, sírio e russo. Fragmentos destes sermões foram incluídos na Liturgia Bizantina para a Semana Santa e só dela removidos já no século XX.
Não se pode, contudo, classificar essas posições como meramente “anti-semitas”. Obviamente João Crisóstomo não pode ser encarado como estrito amigo dos judeus – embora tivesse amigos entre as comunidades judaicas -, mas, no outro extremo, não pode ser também classificado como um mero anti-semita, como se um fosse um nazi. Os seus textos devem ser entendidos dentro do universo em que foram inscritos.
A intenção não era a de propor represália políticas ou sociais contra os judeus: o ponto de vista era meramente teológico, baseado no fato de que alguns judeus terem participado na morte de Jesus Cristo de modo pró-ativo. Igualmente, ao acreditar que o cristianismo era a única verdadeira religião – numa posição que, embora maioritária, outros teólogos cristãos, de sempre, foram mitigando ao admitirem que todas as religiões tinham sementes de verdade -, o fato de os judeus praticarem uma religião diversa, apesar de Cristo ter proclamado que tinha vindo até eles para o seu bem – o próprio Cristo era, ele mesmo, afinal, judeu -, tornavam-se, do seu ponto de vista teológico, reprováveis.

A Divina Liturgia de São João Crisóstomo: João Crisóstomo escreveu uma liturgia que é uma versão resumida da Liturgia de São Basílio, compondo com esta e com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados as formas de celebração eucarística do Rito Bizantino. A Liturgia de S. João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrgico das igrejas orientais.
Por ocasião do XVI Centenário da sua morte, celebrou-se no Instituto Patrístico “Augustinianum” de Roma, entre 8 e 10 de novembro de 2007, o “Congresso Internacional sobre São João Crisóstomo.”
O “X Simpósio Intercristão”, promovido pelo Instituto Franciscano de espiritualidade da Pontifícia Universidade Antonianum e pelo Departamento de teologia da Faculdade teológica da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na ilha de Tinos, teve como tema “São João Crisóstomo, ponte entre o Oriente e o Ocidente”, no XVI centenário da sua morte.

Origem: : Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

FONTE: SITE DO REVERENDO JOSAFÁ BATISTA

 

Seus nomes estão associados aos primeiros passos da Igreja no mundo.

Paulo tinha predileção por eles, pois o serviram fielmente. A fim de que desempenhassem melhor os seus trabalhos, o Apóstolo lhes escreve três cartas, que hoje figuram no Novo Testamento.

Timóteo era natural de Listra de Licaônia. Seu pai era gentio e sua mâe, Judia. Timóteo foi educado na lei de Moisés e , provavelmente, Paulo o batizou durante sua primeira estada em Listra. A partir de então, timóteo acompanhará a Paulo em suas Viagens apostólicas pelo Oriente. Finalmente, o Apóstolo o chama a Roma, para que o assista em seus últimos momentos, pois já sente a proximidade do martírio. Quando vier, escreve Paulo a Timóteo, “traga a capa que deixei em Troâde, em casa de Carpo”. Apóstolo sente o frio da solidão: “todos em abandonaram!”, e entrega a Timóteo a missão da pregação e da evangelização.

Timóteo foi bispo de Éfeso, onde provavelmente morreu martirizado em 95 d.C.

Quando a Tito, Paulo o Chamava de meu verdadeiro filho segundo a fé comum. Ignoramos seu nascimento. Pode ter sido antioqueno ou grego. Porém, sabemos com certeza que estava junto ao Apóstolo em sua famosa viagem a Jerusalém. Ali, Paulo se nega a permitir que circuncidem a Tito, com símbolo da liberdade diante da lei de Moisés, já cumprida por Jesus Cristo em favor dos gentios. A tradição reza ter sido Tito o primeiro bispo de Creta.

O Novo Testamento conserva duas cartas de Paulo a Timóteo e uma a Tito, nas quais lhes transmite instruções sobre a evangelização dos judeus e pagãos e sobre como devem fazer para melhor pregar o Evangelho.

 

 

FONTE: SITE DO REVERENDO JOSAFÁ BATISTA